
Estive uns diazitos fora, arejar a cabeça e o corpo. Bom, este levou um escaldão, como há anos não levava!
A viagem de regresso foi feita debaixo de um calor abrasador (viva o senhor que inventou o ar condicionado!) e tive de parar numa estação de serviço para abastecer o carro e tomar um café.
Ao sair da estação em direcção ao carro, ia fumar um cigarro, como o calor era demasiado, fui para o carro mas entretanto pedi o isqueiro à namorada para o acender.
Nisto passo por um homem, encostado ao seu descapotável, que olhava, olhava, olhava...
Estou descansadinha, sentada no carro, com as pernas para cima (abertas...) a fumar o merecido cigarro e a ouvir rádio, que começou a dar o anúncio dos "Monólogos da Vagina".
Neste preciso momento, (é preciso imaginar mesmo, eu, sentada, de pernas abertas e para cima, no carro) o homem que olhava, olhava, olhava, aproxima-se do carro, o rádio ligado no anúncio dos "Monólogos da Vagina", onde a "Sãozinha" diz: "A minha vagina quer tudo!" O homem, estica o braço e diz: "reparei que não tinha isqueiro, tenho aqui um para si"...
Sorri, baixei as pernas e agradeci... Ainda bem que tinha um escaldão na cara porque corei de tal forma que pensei que fosse explodir!
Sim, porque além disto, eu tinha um isqueiro no bolso que estava a cair!
Fechei a porta do carro, liguei o ar condicionado e seguimos viagem!
A meio da viagem, passa outro descapotável por nós, um outro senhor, sozinho, que olha para mim, abranda e faz-nos companhia o resto da viagem!!
A dança dos carros... ora passa um, ora passa outro, já só dava para rir!
Será do vento na cara, ou do sol que torra os neurónios destes senhores nos seus descapotáveis?